Esse blog é vinculado ao Projeto de Extensão ''Encontros Temáticos da Comunidade Negra de Juiz de Fora'', sendo gerido pelos bolsistas do projeto.
sexta-feira, 14 de outubro de 2022
IV Semana da Consciência Negra recebe inscrições de propostas
quinta-feira, 22 de setembro de 2022
Estudo identifica sub-representação de negros na Universidade Federal de Juiz de Fora
segunda-feira, 4 de janeiro de 2021
Review Cultural
A III Semana
de consciência Negra da UFJF , tem rendido bons frutos até os dias atuais e
parte considerável disso deve-se a conferência mediada pelo professor Julvan
Moreira, tendo como convidado o professor e doutor em educação Alexsandro
Santos, discutindo um assunto muito pertinente, a respeito do impacto da
Covid-19 nas políticas publicas de educação.
Levando em consideração os aspectos de desigualdades dentro do sistema educacional e também no exterior dele, são apontados alguns vetores que irão influenciar diretamente nesse sentido, como por exemplo raça, nível socioeconômico e gênero.
Existe também uma falta de articulação e
coordenação das políticas publicas, que já perdura desde antes do cenário
pandêmico, e com a chegada dessa nova condição os problemas tiveram um
agravante ainda maior.
O professor Alexsandro, explica que no cenário de pandemia aqueles que já eram vulneráveis dentro do sistema escolar ficam ainda mais desassistidos, principalmente por conta do método de ensino remoto.
Os impactos econômicos aumentaram, visto que boa parte dos trabalhos que
continuaram em funcionamento, foram trabalhos mais precários, boa parte deles
ocupados por negros, que pela necessidade passaram a deixar as crianças em
casa, visto que as escolas já estavam interditadas.
Além disso,
boa parte das crianças tinham a melhor alimentação dentro do âmbito escolar,
com o fechamento das escolas muitos ficaram expostos a insegurança alimentar e
subnutrição.
Certamente a pandemia foi um agravante que expôs ainda mais a alta desigualdade presente no sistema brasileiro e também os efeitos do racismo estrutural.
Entretanto, sempre foi algo presente no país, e é de extrema importância que as políticas publicas entre em vigor de forma emergencial, que o planejamento de saúde e educação caminhem juntos.
Somente
dessa forma será possível levar um pouco de igualdade aos mais vulneráveis, e
consequentemente fazer com que haja uma desestratificação social em vários níveis.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2020
Review Cultural
Em uma conferência que constituiu um dos conteúdos da III Semana De Consciência Negra Da UFJF, teve como mediador e anfitrião o professor Julvan Moreira, trazendo uma convidada super renomada e influente em tudo que diz respeito a causa discutida no evento em questão.
A convidada em questão foi a professora e psicologa Mafoane Odara, que possuí um nome oriundo do continente africano. Tendo referências de ativismo desde a infância em conjunto com as relações sociais, obteve uma construção da negritude muito cedo, formando uma trajetória pautada na defesa dos direitos humanos, e também possuindo alguns trabalhos com organizações de mulheres negras, no intuito de levar discussões a respeito da saúde, principalmente das mulheres e homens negros no mercado de trabalho.
Pontuando a equidade de raça e gênero, a professora explica que para movimentar as estruturas sociais é necessário que haja uma mudança em relação ao lugar que as mulheres pretas ocupam. Estas, por estarem na base da piramide social, quando ocorre mudanças em seus âmbitos empregatícios, consequentemente todo o resto da estrutura sente o impacto, para o povo preto, com certeza o impacto é positivo.
Como já mencionado, sua luta se dá principalmente no âmbito da saúde, onde tem sua ocupação como psicologa, revelando experiência e percepção de vários comportamentos sociais, ela explica a importância das ações afirmativas e maneira como essa medida age em relação ao processo de integração de negros nas graduações e no mercado de trabalho.
Mafoane explica que a construção de um espaço que seja positivo para as mulheres pretas no mundo do trabalho, devem considerar que seja necessário criar espaços de atração, desenvolvimento e manutenção para que estas mulheres não sejam excluídas desse âmbito. Além disso, é necessário a implementação de metas e ações afirmativas, que possibilitariam a modificação das desigualdades que levariam anos para serem alteradas . É necessário também, estabelecer relações internas e externas que valorizem a diversidade, levando representatividade para essas empresas.
O ativismo sempre foi uma missão de extrema importância nos mais variados espaços, e a capacidade de liderar , construir pontes e relações sociais é essencial para que o povo preto possa continuar o processo de acensão; Independente do lugar de ocupação, seja no corporativo, na saúde, no executivo ou em empresas, com as indagações certas temos o poder de transformar esses espaços de formas positivas, para que assim o plano, as metas e o legado sejam solidificados e concluídos no tempo certo, alcançando nosso principal objetivo, a EQUIDADE.
O vídeo completo e na íntegra se encontra disponível em nosso canal do YouTube , intitulado como ''Semana De Consciência Negra Da UFJF''
Acesse pelo link :https://youtu.be/kDXd7ltIdfg
quinta-feira, 3 de dezembro de 2020
Review Cultural
A III Semana de consciência negra da UFJF, ocorreu de forma virtual, com conteúdos variantes sobre a temática indo de oficinas até conferências.
De forma inicial a mesa da professora Fernanda Thomaz contou com duas convidadas bem influentes no cenário, as professoras, Artemísia Candé e Graça Lweji que de forma bem explicativa retrataram suas vivências como mulheres africanas residentes no Brasil, falando de assuntos relevantes como por exemplo o esteriótipo superficial criado na imaginação de muitos brasileiros em relação aos hábitos de vida e costumes africanos, que de certa forma ilustrava um preconceito "xenoracial", sem ao menos ter um conhecimento apurado da realidade africana.
No decorrer da live,em uma trajetória esporádica, cria-se uma ponte correlacionando o sexismo e o racismo, com relatos pessoais de ambas as convidadas, dando uma atenção especial voltada para uma visão geopolítica, já que se trata de mulheres africanas vivendo em um país estrangeiro, dessa forma, fica evidente que o enfrentamento social que elas ocupam atingem a outras esferas sociais e de formas diferentes, e por conta disso a atuação de combate as mazelas sociais são adaptadas para obtenção de êxito, tanto em relação ao racismo, quanto em relação ao sexismo que irá ser combatido pelo feminismo, de uma maneira única para cada mulher, pontuando também a existência e a ação da sororidade entre mulheres, principalmente entre mulheres pretas, que servirá de suporte para os diversos desafios do cotidiano.
A união entre pretos e pretas sempre será a maior prioridade, juntos somos mais fortes, e a ancestralidade mostra isso em diversos momentos das histórias africana e afro-brasileira, nesse sentindo as percepções étnico-raciais e experiências coletivas e pessoais podem até se diferenciar de preto(a) para preto(a) , de africano(a) para afro-brasileiro(a), entretanto, a luta busca interesses e objetivos em comum, mesmo com as variadas particularidades.
O vídeo na integra se encontra no YouTube, em um bate papo de extrema relevância que vale muito a pena conferir.
Segue abaixo o link:
sexta-feira, 20 de novembro de 2020
III Semana de Consciência Negra da UFJF
O projeto Encontros Temáticos da comunidade Negra de Juiz de
Fora em parceria com a DIAAF tem o prazer de convidar a todos para participar
do evento da III Semana da Consciência Negra 2020 da UFJF a realizar-se entre
os dias 23 a 27 de novembro de 2020 através do canal do evento no YouTube
intitulado como : "Semana de consciência negra da UFJF"
Seguem a baixo o link tradicional para inscrição e também o
QR Code no canto inferior direito do cartaz que irá redirecionar os
interessados direto para página web.
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSd1cpO5hsFzrmD_4K31HMwufktSkAO-8cI1bpp3lN-Qkyooug/viewform
Haverá emissão de certificados.
quarta-feira, 4 de novembro de 2020
III Semana da Consciência Negra da Ufjf
A III Semana
da Consciência Negra da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) está com
inscrições abertas para o recebimento de propostas de oficinas, palestras,
ciclo de debates e minicursos. O evento,
cuja organização é realizada em parceria pelo Programa de Extensão Encontros
Temáticos da Comunidade Negra e pela Diretoria de Ações Afirmativas (Diaaf),
será realizado entre os dias 23 e 27 de novembro, em plataformas virtuais.
A III Semana
da Consciência Negra da UFJF terá carga horária total de 20 horas. De acordo
com a organização, oficinas, palestras e ciclo de debates poderão ter duração
máxima de 2 horas. Já os minicursos podem variar de quatro a seis horas. Todas
as regras para participação estão disponíveis no edital do evento.
Para mais informações acesse o site da Ufjf.
quinta-feira, 15 de outubro de 2020
Juliano Moreira: um psiquiatra negro frente ao racismo científico
Texto retirado do referenciado abaixo
Juliano Moreira
''Sua extensa obra escrita abrangeu várias áreas de interesse; inicialmente, publicou estudos nas áreas de sifiligrafia, dermatologia, infectologia e anatomia patológica. A seguir, concentrou-se cada vez mais nas doenças nervosas e mentais, em descrições clínicas e terapêuticas, escreveu sobre modelos assistenciais e sobre a legislação referente aos alienados, discutiu a nosografia psiquiátrica e estudou as histórias da medicina e da assistência psiquiátrica no Brasil. Tinha especial interesse pela então chamada "psiquiatria comparada", ou seja, as manifestações das doenças mentais em culturas diversas, como atesta a sua correspondência com Emil Kraepelin.
ODA, G;
DALGALARRONDO, P. Juliano Moreira: um psiquiatra negro frente ao racismo
científico. Rev. Bras. Psiquiatr. vol.22 n.4 São Paulo Dec. 2000
Imagem Disponível em:
<https://www.geledes.org.br/juliano-moreira/> Último acesso em
04/10/2020.
quinta-feira, 24 de setembro de 2020
''O que vocês não deixam as pessoas verem ?''
E ai, vamos bater um papo?
‘’O que vocês não deixam as pessoas verem?’’. Esta é uma frase do documentário The mask you live in, segundo documentário escrito, produzido e dirigido por Jennifer Siebel Newsom, e sendo exibido pela Netflix. As reflexões propostas pelo documentário em torno de como a constituição da masculinidade e a perpetuação dela ocorre em nossa sociedade desde a infância e adolescência. A proposta abordada torna-se ainda mais interessante ao nos deparar como esses homens, especialmente jovens, são lesados da sua constituição de identidade.
Se caso você se identificar quanto ao gênero masculino e estiver lendo este texto, proponho que faça alguns exercícios de reflexão: Você se recorda da primeira vez que ouviu ‘’seja homem, pare de chorar’’? Em quais momentos você não se sentiu homem o suficiente? Aliás, o que é ser um homem? E uma pergunta ainda mais íntima, quais são suas maiores referências masculinas e por quê? Você teria coragem de olhar para sua máscara da masculinidade e ver o que o que ela esconde? Se caso você não se identificar quanto ao gênero masculino te proponho também a uma reflexão ‘’O que é ser homem?’’.
Refletindo sobre como nossa sociedade se constitui com base na masculinidade, que aliás são múltiplas e estamos cercados por elas a todo momento, o exercício dessas reflexões não devem limitar-se aos indivíduos desse gênero. Estamos cercados por nossos amigos, pai, filho, marido, tio, colega de trabalho/faculdade. Eles são sujeitos de memórias, então deve ser motivado a eles encará-las, senti-las e externá-las para então daí pensar em uma (re)construção de sujeitos. Como diz um amigo, homens não são ensinados a falar sobre sentimentos, muito menos olhar para eles.
O caminho para a compreensão da performance de um corpo negro e sua masculinidade deve ser visto para além de um objeto de estudo, ele deve ser visto como um local de existir. Então, como eu uma mulher negra interajo juntamente com as mobilizações sociais das masculinidades negras ao meu redor? Quais linguagens me foram ensinadas e aquelas que eu construí para me relacionar com estes sujeitos? - sujeitos estes que tem humanidade e identidade violadas em diversas instâncias. Quais expectativas estas são colocadas acima destes corpos, dessas masculinidades não hegemônicas?
Por fim, um
projeto de extensão como este idealizado para atuar nas escolas públicas de
Juiz de Fora, teria como uns dos objetivos em um encontro presencial a
exposição dessas memórias desses estudantes, (estudantes que se vem como
meninos ou como homens a propósito), promover um diálogo, um espaço de
acolhimento e talvez um espaço tempo para repensar essas
máscaras.
talvez:
termo para demonstrar a intenção de promover reflexões, possibilidades de
encaminhamentos
Indicação de materiais
Documentário The Mask You Live in, exibido pela Netflix.
Música: SANT - O que separa os homens dos meninos
Artigo produzido pela Ludmila Pereira de Almeida: Corpos diaspóricos e masculinidades negras: Uma leitura de Todo mundo odeia o Chris a partir da decolonialidade. <http://periodicos.claec.org/index.php/relacult/article/view/631/341>
Artigo
produzido pela Miriam Gomes Alves: Jovens negros: representações das
culturais juvenis, relações de poder e masculinidades negras presentes na
escola. <https://www.copene2018.eventos.dype.com.br/resources/anais/8/1538357310_ARQUIVO_ARTIGOFINAL.pdf>
terça-feira, 1 de setembro de 2020
Cruz e Sousa
Confira a baixo uma das obras do poeta :








